Como fazer amigurumi de dinossauro fofinho: passo a passo para iniciantes

Amigurumi de dinossauro é um dos primeiros bichinhos que quem começa a crochetar quer aprender a fazer, e não é à toa: a forma arredondada, as costinhas com pontinhas e aquele jeito atrapalhado de bichinho pré-histórico em miniatura rendem um resultado fofo mesmo quando os pontos ainda não estão perfeitos.

Neste guia você vai encontrar os materiais certos, os pontos usados e o passo a passo para montar um dino de aproximadamente 12 a 15 centímetros, do tipo que cabe na palma da mão.

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Materiais que você vai precisar

Antes de pegar a agulha, separe:

  • Fio de algodão fio 4 ou 6 fios (o famoso “linha para amigurumi”), em duas cores: uma para o corpo e outra para a barriga e as costinhas
  • Agulha de crochê compatível com a espessura do fio — geralmente 2,5 mm ou 3,0 mm para fios mais finos
  • Enchimento de fibra siliconizada (evite algodão em rolo comum, porque ele amassa e o boneco perde o formato depois de um tempo)
  • Olhos de segurança 6 mm ou 8 mm (ou linha preta, se preferir bordar)
  • Agulha de tapeceiro para costurar as partes
  • Marcador de ponto (pode ser um clipe de papel ou um pedacinho de fio de outra cor)
  • Tesoura

Se você nunca trabalhou com olhos de segurança, vale saber que eles têm uma trava na parte de trás que só se fecha uma vez — depois de encaixados, não dá para tirar sem rasgar o crochê. Por isso, o posicionamento é sempre feito antes de fechar a peça, nunca depois.

Pontos usados no amigurumi de dinossauro

O amigurumi trabalha basicamente com quatro movimentos, sempre em espiral, sem fechar as voltas com ponto baixíssimo como no crochê tradicional:

Anel mágico: é como toda peça começa. Em vez de correntinha e ponto baixíssimo formando um buraco no meio, o anel mágico permite fechar a abertura central puxando o fio, sem deixar buraco nenhum.

Ponto baixo (pb): é o ponto principal do amigurumi do início ao fim. Ele é fechado e firme, o que segura bem o enchimento lá dentro.

Aumento (aum): dois pontos baixos na mesma casinha da volta anterior. É o que faz a peça crescer e ganhar formato de esfera ou de barriga.

Diminuição (dim): dois pontos juntados em um só, puxando as duas casinhas ao mesmo tempo antes de fechar o ponto. Fecha a peça e cria aquele efeito de “boneco” ao redor da cabeça e da cauda.

Corpo e cabeça: a base do dinossauro

A maioria dos dinos de amigurumi é feita com corpo e cabeça em uma peça só, crescendo de baixo para cima. Um esquema comum para um corpo pequeno funciona assim:

  1. Faça um anel mágico com 6 pontos baixos.
  2. Na volta seguinte, aumente em todos os pontos, terminando com 12.
  3. Continue aumentando de forma intercalada (um ponto normal, um aumento) até chegar em 24 ou 30 pontos, dependendo do tamanho desejado.
  4. Trabalhe algumas voltas sem aumentar nem diminuir para formar a barriga arredondada.
  5. Comece a diminuir gradualmente para fechar em direção ao pescoço, indo de 30 para 18, depois para 12.

É nesse ponto, com a peça ainda aberta, que você encaixa os olhos de segurança — normalmente a uma distância de quatro a seis pontos um do outro, dependendo do tamanho da cabeça.

Depois dos olhos, retome os aumentos para formar a cabeça, que costuma ficar um pouco maior que o corpo nos dinossauros fofos (é essa desproporção que dá o charme de personagem de desenho). Encha bem antes de fechar completamente, empurrando o enchimento com os dedos ou com o cabo de uma agulha para não deixar espaços vazios que depois aparecem como furinhos na superfície.

Pernas, braços e cauda

As patinhas de um dinossauro amigurumi geralmente são feitas separadas e depois costuradas ao corpo. Um esquema básico para as patas traseiras, que sustentam o boneco em pé:

  • Anel mágico com 6 pontos
  • Um ou dois aumentos para dar volume ao pé
  • Algumas voltas retas para formar a perna
  • Encher só a parte de baixo, deixando o topo da perna mais murcho — isso facilita na hora de costurar, porque a peça se dobra melhor contra o corpo

A cauda segue lógica parecida, só que ao contrário: começa mais grossa, perto do corpo, e vai diminuindo até afinar na ponta. Muita gente prefere não encher a ponta da cauda, deixando-a mais mole, o que ajuda o dinossauro a ficar em pé sem tombar para trás.

Os bracinhos costumam ser bem menores e simples — seis a oito voltas de ponto baixo sem grandes variações já bastam, já que eles só aparecem encostados no corpo na maioria dos modelos.

As placas nas costas: o detalhe que faz toda a diferença

O que transforma uma “bolinha com pernas” em um dinossauro reconhecível são as placas triangulares na coluna. Existem duas formas comuns de fazer isso:

  1. Crochetadas separadamente: pequenos triângulos de crochê plano, feitos em pé de pacote (poucas voltas de aumento em ponto baixo) e depois costurados um a um ao longo das costas, do pescoço até a cauda.
  2. Feltro cortado: para quem quer um acabamento mais rápido, pequenos triângulos de feltro costurados ou colados com cola de tecido substituem o crochê das placas sem perder o efeito visual.

Independente da técnica escolhida, o segredo está no espaçamento: placas muito próximas deixam o dino com aparência apertada, enquanto um espaço de meio a um centímetro entre cada uma costuma ficar equilibrado visualmente.

Como fazer amigurumi de dinossauro fofinho
Linhas Corrente

Montagem final e acabamento

Com todas as partes prontas, a ordem de montagem costuma ser: pernas primeiro (para garantir que o boneco fique em pé e equilibrado), depois braços, cauda e por último as placas nas costas. Usar alfinetes para testar o posicionamento antes de costurar de vez evita ter que desfazer trabalho depois.

Na hora de costurar, o ponto de colchão é o mais indicado: ele é praticamente invisível e mantém as junções firmes mesmo com o manuseio de uma criança, se o amigurumi for destinado a isso. Vale lembrar que, se o boneco for para crianças pequenas, os olhos de segurança podem representar risco de asfixia caso se soltem — para bebês, o mais seguro é bordar os olhos com linha em vez de usar as peças plásticas.

Variações para deixar seu dinossauro único

Depois de dominar a estrutura básica, pequenas mudanças criam resultados bem diferentes: um focinho mais alongado remete a um tricerátops, enquanto braços minúsculos e uma cabeça grande lembram mais um T-rex. Trocar a cor da barriga por um tom pastel, usar fios com efeito mesclado ou bordar bochechas rosadas com um pouquinho de linha são detalhes simples que mudam completamente a personalidade da peça final.

O primeiro dinossauro raramente sai perfeito, e está tudo bem — a maior parte da graça do amigurumi está justamente nessa imperfeição artesanal que nenhuma peça de fábrica consegue reproduzir.

Imagem do topo: A Crocheteira Feliz

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