5 ideias de amigurumi de plantinhas para fazer em casa (e até vender)

Planta de crochê não morre por esquecimento de rega, não pega cochonilha e fica bonita na estante mesmo em apartamento sem sol. Foi por isso que o amigurumi de plantinhas deixou de ser curiosidade e virou item fixo em feiras de artesanato, lojas de decoração e perfis de crochê no Instagram.
Neste artigo, separei cinco ideias com nível de dificuldade, tempo médio de execução e pequenos truques de acabamento, para você escolher a sua primeira planta de crochê sem desperdiçar novelo.
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Antes de começar: o material que muda o resultado
Fio de algodão 100% é a escolha mais segura para plantas. Ele segura a forma das folhas, não solta pelo e deixa o ponto bem marcado. No Brasil, os mais usados são o Amigurumi da Círculo e o Barroco Maxcolor 4/6. Quanto à agulha, use sempre uma numeração menor do que a da etiqueta: 2,0 mm ou 2,5 mm para fio fino. Assim a trama fica fechada e a fibra siliconada do enchimento não aparece entre os pontos.
Separe também marcador de ponto, agulha de tapeçaria e uma tesoura pequena. Para os vasinhos, coloque um punhado de granulado de PVC dentro de um saquinho de tecido no fundo. Esse peso evita que a plantinha tombe quando alguém encostar na prateleira.
1. Suculenta echeveria: a mais fácil para estrear
Nível: iniciante. Tempo: cerca de duas horas.
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Conheça a loja de receitas → ArtesgramA echeveria é ótima para quem nunca fez amigurumi, porque a receita é quase só repetição. O vaso nasce de um anel mágico com aumentos até 24 pontos, sobe doze voltas sem aumentar e fecha com enchimento firme. Cada folha é um oval achatado: faça seis correntinhas e contorne com pontos baixos dos dois lados. Você precisa de umas quinze folhas, em três tamanhos.
Costure as folhas em espiral, das maiores na base até as menores no centro, e só depois fixe tudo no vaso. Ajustar o espaçamento fora do vaso é bem mais simples. Para dar aparência real, use verde-acinzentado nas folhas e passe um fio rosado nas pontas das últimas voltas, como acontece na planta de verdade.
2. Cacto com florzinha no topo
Nível: iniciante a intermediário. Tempo: cerca de três horas.
O corpo do cacto é um cilindro com leve afunilamento no alto, feito em verde-escuro. O que diferencia esse modelo dos vendidos prontos é o ponto das nervuras: trabalhe algumas carreiras só na laçada de trás do ponto baixo e o tecido forma sulcos verticais, parecidos com os do Cereus e da Mamilária. Sem precisar bordar nada.
A flor é um círculo de cinco pétalas em ponto alto, em rosa-chá ou amarelo-manteiga, costurado no topo com um botão de miçanga no meio. Se pretende dar a planta de presente para criança pequena, troque a miçanga por um pompom de crochê. Os espinhos podem ser feitos com pequenos pontos de nó francês em fio branco, espaçados de dois em dois centímetros.
3. Folha de monstera em vaso
Nível: intermediário. Tempo: cerca de quatro horas.
A costela-de-adão é a planta mais pedida em encomendas de crochê, e a dificuldade está nos recortes da folha. A forma mais prática é crochetar a folha em formato de coração, em ponto baixo, e abrir as fendas depois, deixando espaços de três a quatro correntinhas entre grupos de pontos altos nas carreiras finais. Assim você controla o desenho sem cortar nada.
Coloque um arame de chenille ou de floricultura enrolado em fio dentro do cabo da folha, para que ela fique em pé e dobre só quando você quiser. Use dois tons de verde: um mais fechado nas bordas e outro mais vivo no centro, em degradê. O vaso pode ser de crochê ou um potinho de barro pequeno, com a base preenchida com massa de modelar para dar firmeza.
4. Jiboia pendente para pendurar na estante
Nível: intermediário. Tempo: cerca de cinco horas.
A jiboia sai do vaso e escorre pela borda, o que a torna ideal para decorar cantinhos altos. Faça uma corda base com pontos baixos em tubo, de uns trinta centímetros, e costure folhas em formato de coração a cada três centímetros, alternando os lados. Misture folhas verde-escuras e algumas verde-limão, já que a variedade “neon” é muito comum nas casas.
Para a folha variegada, use a técnica da tapeçaria: carregue o fio creme dentro dos pontos e troque de cor no meio da carreira. Dá trabalho, mas o resultado diferencia a peça de qualquer outra à venda. Fixe a corda no vaso com pontos de costura escondidos por baixo da terra de crochê, feita em fio marrom-café com ponto pipoca.
5. Pilea peperomioides, a planta-do-dinheiro
Nível: intermediário. Tempo: cerca de quatro horas.
A pilea chama atenção pelas folhas redondas, presas ao caule por um ponto central, como um guarda-chuva em miniatura. No crochê, cada folha é um disco simples de ponto baixo, feito em espiral até chegar a 24 pontos. Faça oito a doze discos em tamanhos diferentes, os maiores na parte de baixo.
O caule pode ser um arame fino coberto com fio verde-claro, em ponto de corrente apertado. Prenda cada disco com um nozinho no centro e deixe um pequeno vão entre as folhas, para a planta respirar visualmente. Combina bem com vasinhos brancos ou em tom terracota, que realçam o verde.
Como fotografar e precificar suas plantinhas
Luz natural de janela, sem sol direto, deixa o verde fiel ao fio. Use fundo liso e claro, e fotografe sempre a planta ao lado de uma planta de verdade ou de uma xícara, para dar noção de tamanho. Na hora de precificar, some o custo do fio, do enchimento e do vaso, adicione o valor das horas trabalhadas e uma margem para embalagem. Quem cobra só o material costuma desistir do crochê por falta de retorno.
Qual plantinha fazer primeiro?
Se você está começando, vá de echeveria e depois de cacto. Com dois modelos prontos, a monstera deixa de assustar. Já a jiboia e a pilea pedem paciência, mas costumam ser as peças que mais rendem elogios e encomendas. Escolha uma, separe os fios e comece pelo vasinho. A folha vem depois.
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